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Febre Amarela: O Que É, Sintomas, Transmissão e Como Prevenir

Veja como identificar os sintomas da febre amarela, quais regiões têm risco maior e como agir em caso de surtos. Aprenda sobre vacinação, proteção individual e ações de vigilância.


13 de maio, 2024 Saúde & Bem-Estar
13 mai 2024 · Saúde & Bem-Estar
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A febre amarela é uma doença viral séria, provocada por um vírus da família Flaviviridae. Sua transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos infectados, e em casos graves, pode ser letal. A doença é endêmica em várias áreas tropicais da América do Sul e da África.

O que é a Febre Amarela?

Classificada como uma arbovirose, a febre amarela é transmitida por artrópodes, como mosquitos. Seu nome faz referência a um dos sintomas mais evidentes em quadros severos: a icterícia, uma condição que provoca o amarelamento da pele e dos olhos devido a danos no fígado.

A doença apresenta duas formas epidemiológicas:

  • Febre Amarela Silvestre: Transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes em áreas de mata, afetando principalmente trabalhadores rurais e viajantes.
  • Febre Amarela Urbana: Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti em áreas urbanas. Atualmente, essa forma está erradicada no Brasil, mas o risco de reintrodução existe.

Transmissão

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus. O ciclo de transmissão ocorre da seguinte maneira:

  • O mosquito se infecta ao picar um primata (macaco) ou uma pessoa infectada.
  • Após um período de incubação no mosquito (cerca de 9 a 12 dias), ele se torna capaz de transmitir o vírus.
  • Quando o mosquito infectado pica outro humano ou primata, ele transmite o vírus, iniciando o ciclo de infecção.

É importante ressaltar que a febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa diretamente.

Sintomas

Os sintomas da febre amarela variam de leves a graves e geralmente aparecem entre 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado. Eles incluem:

1. Fase Inicial (Leve):
  • Febre alta.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Dores musculares, especialmente nas costas.
  • Náuseas e vômitos.
  • Fadiga e fraqueza.
2. Fase Grave (Tóxica):
  • Retorno da febre após um período de melhora.
  • Icterícia (amarelamento da pele e dos olhos).
  • Hemorragias (sangramento nasal, gengival ou gastrointestinal).
  • Insuficiência hepática e renal.
  • Choque e, em casos graves, morte.

Cerca de 15% dos infectados evoluem para a forma grave, e a taxa de letalidade pode ser alta sem tratamento adequado.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais, que podem incluir:

  • Sorologia: Detecção de anticorpos contra o vírus da febre amarela.
  • Testes moleculares (PCR): Identificação do RNA viral.
  • Exame clínico: Avaliação dos sintomas característicos.

Prevenção

A prevenção da febre amarela é baseada em duas estratégias principais: a vacinação e o controle do vetor.

1. Vacinação:
  • A vacina contra a febre amarela é altamente eficaz e segura, proporcionando imunidade a longo prazo.
  • É recomendada para pessoas que vivem em áreas de risco ou que planejam viajar para essas regiões.
  • A vacinação deve ser registrada no cartão de vacinação e no Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) para viajantes.
2. Controle do Mosquito:
  • Eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, como recipientes com água parada.
  • Realizar campanhas de conscientização sobre o descarte adequado de lixo e a limpeza de áreas externas.
  • Aplicar larvicidas e inseticidas em áreas críticas.
3. Proteção Individual:
  • Usar roupas de manga longa e calças em áreas de risco.
  • Aplicar repelentes na pele e nas roupas.
  • Dormir sob mosquiteiros, principalmente em áreas de mata.
4. Monitoramento de Primatas:
  • Os macacos não transmitem a febre amarela, mas servem como sentinelas para identificar a presença do vírus em uma região.
  • Mortes de macacos devem ser notificadas às autoridades de saúde para investigação.

Em 2018, o estado de São Paulo enfrentou um surto de febre amarela silvestre, principalmente em áreas próximas a parques e reservas florestais. A resposta das autoridades incluiu campanhas intensivas de vacinação em massa, controle de vetores e monitoramento de primatas mortos para identificar a circulação do vírus. Essas ações coordenadas ajudaram a conter a propagação da doença, destacando a importância da vacinação e da vigilância contínua.

A febre amarela representa um risco significativo, mas com a vacinação em dia e o controle eficaz dos mosquitos transmissores, é possível proteger a população e impedir o retorno da doença às áreas urbanas.

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