Figuras de linguagem: catacrese, sinestesia, eufemismo e outras na comunicação em saúde
Aprenda sobre figuras de linguagem como catacrese, sinestesia e eufemismo, e descubra como usá-las para tornar a comunicação na área da saúde mais clara, sensível e eficaz.
Figuras de linguagem são recursos usados para dar mais expressividade às palavras. Elas aparecem com frequência em textos literários, publicitários, crônicas, redações e até mesmo em enunciados de questões de concursos públicos. Conhecê-las é importante para interpretar corretamente o que está sendo dito, identificar intenções e até evitar interpretações equivocadas.
A seguir, veremos algumas das figuras de linguagem mais cobradas em provas e seu uso no dia a dia.
Catacrese
A catacrese acontece quando usamos uma palavra “emprestada” para nomear algo que não tem um nome específico.
Exemplos:
- “Braço da cadeira” (cadeiras não têm braços reais, mas usamos a palavra por aproximação)
- “Dente de alho” (alho não tem dentes de verdade)
Ela surge da necessidade de nomear elementos com base em semelhanças visuais ou funcionais. É comum na linguagem cotidiana e raramente percebida como uma figura de linguagem.
Sinestesia
A sinestesia une sensações de diferentes sentidos do corpo humano (visão, olfato, audição, tato, paladar) para criar uma imagem mais rica.
Exemplos:
- “Perfume doce” (mistura olfato com paladar)
- “Voz áspera” (mistura audição com tato)
Essa figura é muito usada na literatura e na poesia, pois dá mais sensibilidade ao texto.
Eufemismo
O eufemismo suaviza uma ideia que poderia soar dura, desagradável ou ofensiva. É uma forma de amenizar certas expressões para que soem mais delicadas.
Exemplos:
- “Ele partiu desta para melhor.” (em vez de “ele morreu”)
- “Ela foi desligada da empresa.” (em vez de “ela foi demitida”)
É muito utilizado em textos formais, institucionais e também em situações sociais delicadas.
Outras figuras importantes
Além das três destacadas acima, há várias outras figuras que também são comuns em concursos. Veja mais algumas:
1. Metáfora: comparação implícita entre dois elementos.
Exemplo: “Ela é uma flor.” (não quer dizer que seja literalmente uma flor, mas sim delicada, bonita etc.)
2. Antítese: uso de palavras com sentidos opostos.
Exemplo: “No meio do inverno, havia um verão em seu coração.”
3. Hipérbole: exagero proposital para dar ênfase.
Exemplo: “Esperei uma eternidade por você.”
4. Ironia: dizer o contrário do que realmente se pensa, muitas vezes com tom de crítica ou humor.
Exemplo: “Que ótimo! Cheguei no ponto de ônibus e ele passou direto!”
5. Prosopopeia (ou personificação): atribuir características humanas a seres inanimados ou animais.
Exemplo: “O vento sussurrava segredos na janela.”
Como as figuras de linguagem aparecem nas provas?
As bancas costumam apresentar fragmentos de texto e pedir para o candidato identificar:
- Qual figura está sendo utilizada.
- O efeito de sentido produzido por ela.
- A intenção do autor ao usá-la.
Muitas vezes, uma boa interpretação depende do reconhecimento da figura de linguagem empregada.
Dicas para identificar figuras de linguagem
- Leia o trecho com atenção, tentando perceber se o autor quis dizer algo “além” do sentido literal.
- Pergunte-se: há exagero? Comparação? Ironia? Uma mistura de sentidos?
- Treine com textos literários e publicitários, que usam essas figuras com frequência.
- Observe como as figuras podem transformar o significado e a força da mensagem.
Este artigo pertence ao Curso Língua Portuguesa para Concursos Públicos
Curso GRÁTIS sem mensalidade, sem taxa de matrícula.
MATRICULARAGORA