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Procedimentos de revista em presídios: tipos, regras e cuidados legais

Entenda os diferentes tipos de revista no sistema prisional, como pessoal, em celas, veículos e objetos, e quais cuidados o agente deve adotar para garantir segurança e legalidade.


9 de dezembro, 2019 Outras áreas
9 dez 2019 · Outras áreas
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A entrada e saída de pessoas, objetos e veículos em uma unidade prisional exigem controle rigoroso e procedimentos padronizados. Isso é necessário para evitar a entrada de itens proibidos, como armas, drogas e celulares, além de garantir a segurança de todos os envolvidos — internos, servidores e visitantes.

Os procedimentos de revista e controle de acesso são atividades de responsabilidade direta do agente penitenciário e precisam ser realizados com disciplina, respeito à legalidade e postura profissional.

O que é o controle de acesso?

O controle de acesso é o conjunto de medidas adotadas para autorizar, registrar e fiscalizar a entrada e saída de pessoas e veículos da unidade prisional. Esse processo é feito em portarias e pontos de controle e envolve:

  • Identificação de servidores, visitantes e prestadores de serviço;
  • Verificação de autorizações (credenciais, listas de visitantes, mandados judiciais);
  • Inspeção de veículos e objetos transportados;
  • Monitoramento eletrônico (portões automáticos, câmeras, sistemas de biometria).

Nenhuma pessoa pode entrar ou sair da unidade sem estar autorizada e devidamente identificada. O agente deve seguir as normas internas e, em caso de dúvida, consultar o superior imediato.

Tipos de revista

A revista é a inspeção feita em pessoas, objetos e espaços físicos com o objetivo de encontrar itens proibidos ou ilegais. Existem diferentes tipos de revista, cada uma com finalidades específicas:

  1. Revista pessoal (em visitantes e servidores)
    É feita com o uso de detectores de metal ou revista visual. A revista íntima invasiva, como a inspeção corporal sem roupa, é proibida por lei (Lei nº 13.271/2016), salvo em casos excepcionais e com autorização judicial.
    O agente deve sempre agir com respeito, discrição e seguir os protocolos da unidade.
  2. Revista nos internos
    Pode ser realizada antes ou depois de movimentações internas, visitas, audiências ou em casos de suspeita. Deve ser feita com respeito à dignidade do interno e registrada se houver apreensão de objetos proibidos.
  3. Revista em celas
    A revista nas celas deve ser feita periodicamente ou de forma emergencial. O agente deve procurar por objetos ilícitos escondidos em colchões, ralos, paredes e outros locais. A busca deve ser meticulosa, mas sem danificar os bens pessoais do preso sem necessidade.
  4. Revista em objetos
    Inclui a inspeção de alimentos, correspondências, sacolas e encomendas levadas por visitantes. Objetos suspeitos devem ser separados, analisados e, se necessário, confiscados com registro formal.
  5. Revista em veículos
    Todos os veículos que entram ou saem da unidade — sejam oficiais ou de empresas terceirizadas — devem ser revistados. Isso inclui a checagem do porta-malas, compartimentos ocultos e verificação da carga transportada.

Cuidados durante a revista

  • Sempre seguir o princípio da legalidade e da dignidade humana;
  • Evitar qualquer tipo de constrangimento ou tratamento humilhante;
  • Utilizar equipamentos adequados, como luvas, lanternas, detectores de metal;
  • Registrar todas as ocorrências e apreensões de forma precisa e imediata;
  • Agir em duplas ou equipes, sempre que possível, por segurança e testemunho.

Importância do controle e da revista

Esses procedimentos são fundamentais para a manutenção da ordem dentro das unidades prisionais. A negligência ou falha em uma revista pode resultar em:

  • Entrada de armas ou drogas;
  • Organização de fugas ou rebeliões;
  • Agressões entre internos;
  • Comprometimento da vida dos servidores.

Portanto, o agente penitenciário deve entender que a revista e o controle de acesso não são atos de desconfiança, mas sim parte da sua responsabilidade legal e profissional.

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