(62) 99310-0225 Seg à Sex 08h às 17h
Entrar
1.300 ALUNOS ONLINE
1.300 alunos online
(62) 99310-0225 Segunda à Sexta das 08hrs às 17hrs

Pacote Anticrime e nova Lei de Abuso de Autoridade: impactos nas prisões

Explore as mudanças legais mais recentes que influenciam o cumprimento de pena, os direitos dos presos e os protocolos internos das unidades.


12 de dezembro, 2019 Outras áreas
12 dez 2019 · Outras áreas
Compartilhar

O sistema jurídico brasileiro está em constante evolução. Isso inclui mudanças significativas nas leis penais (que definem os crimes e as penas) e nas leis processuais penais (que tratam dos procedimentos para investigar e julgar esses crimes). Para o agente penitenciário, entender essas reformas é fundamental, pois muitas delas têm impacto direto na rotina do sistema prisional.

Nos últimos anos, diversas reformas legais foram aprovadas com o objetivo de tornar o sistema penal mais justo, eficiente e moderno, além de garantir maior respeito aos direitos fundamentais.

Por que acompanhar as reformas legais?

Mesmo que o agente não atue diretamente como juiz, promotor ou advogado, ele precisa conhecer as mudanças na legislação porque:

  • Afetam a forma como os presos cumprem pena;
  • Interferem nos regimes prisionais e benefícios legais (progressão, remição, etc.);
  • Determinam novas condutas que devem ser registradas ou comunicadas à Justiça;
  • Reforçam ou modificam os deveres do próprio agente penitenciário.

Principais reformas recentes com impacto no sistema prisional

Pacote Anticrime (Lei nº 13.964/2019)

Essa lei trouxe uma série de alterações no Código Penal, no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal. Entre os principais pontos estão:

  • Criação do “juiz das garantias”, responsável por acompanhar a fase de investigação criminal;
  • Mudanças nas regras de progressão de regime, com novos percentuais de cumprimento da pena conforme o tipo de crime e o comportamento do preso;
  • Tornozeleira eletrônica como medida cautelar alternativa à prisão, inclusive antes da condenação;
  • Aumento da pena mínima para crimes como homicídio doloso com qualificadoras;
  • Regras mais claras para o “acordo de não persecução penal”, que permite ao investigado evitar o processo criminal mediante acordo com o Ministério Público.

Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019)

Define como crime diversas condutas cometidas por agentes públicos que abusem de seu poder. Para o agente penitenciário, isso inclui:

  • Submeter o preso a sofrimento físico ou mental sem necessidade legal;
  • Ações com motivação pessoal, como vingança ou punição ilegal;
  • Constrangimento a internos fora dos protocolos da unidade.

Essa lei reforça a necessidade de atuar com ética, imparcialidade e respeito aos direitos humanos.

Nova Lei de Drogas (alterações no art. 33 da Lei nº 11.343/2006)

Determinou critérios mais rígidos para diferenciar o usuário do traficante, além de prever tratamento e medidas educativas para usuários. No sistema prisional, muitos internos respondem por crimes relacionados a drogas, o que exige atenção às decisões judiciais e atualizações constantes.

Alterações na Lei de Execução Penal (LEP)

Algumas mudanças recentes impactam diretamente a rotina nas prisões:

  • Remição de pena por estudo e trabalho com novas regras;
  • Uso mais amplo de monitoramento eletrônico para presos em regimes menos rígidos;
  • Fortalecimento dos direitos à saúde, educação e assistência jurídica no cumprimento da pena.

Tendências que podem gerar novas reformas

O sistema jurídico continua em transformação. Entre as tendências em debate no Congresso e no meio jurídico estão:

  • Adoção mais ampla de penas alternativas (restritivas de direitos, prestação de serviços à comunidade);
  • Maior controle sobre a superlotação prisional, com incentivos ao desencarceramento de não violentos;
  • Reformas no Código de Processo Penal, visando maior agilidade nos julgamentos;
  • Ampliação do uso de audiências por videoconferência, inclusive para evitar deslocamentos de presos de alta periculosidade.
  • Essas mudanças refletem uma tentativa de equilibrar segurança pública, direitos fundamentais e eficiência do sistema penal.

O papel do agente penitenciário diante das mudanças na lei

O agente não é jurista, mas deve estar atento às alterações legais, pois:

  • Lida diretamente com o cumprimento da pena;
  • Precisa seguir corretamente os procedimentos da unidade;
  • Deve informar corretamente as autoridades sobre o comportamento do interno, progressão de regime ou benefícios legais;
  • Atua como elo entre a unidade prisional e o sistema de justiça.

Participar de cursos de atualização e acompanhar informativos jurídicos são práticas recomendadas para manter-se atualizado.

Este artigo pertence ao Curso Agente Penitenciário

Curso GRÁTIS sem mensalidade, sem taxa de matrícula.

MATRICULAR
AGORA
  • Marcelo Castro lima

    Aprender mais sobre minha profissão

  • Ilheo Fernando Dotti

    Bom

  • Joane Charles santos de Oliveira

    Bom.

  • Elizabete de Souza Alves Silveira

    Curso bastante proveitoso

  • Cresivaldo Lucio de Lima

    Excelente curso eu recomendo

Cursos em Alta

Os cursos mais procurados pelos nossos alunos

GRÁTIS
MATRICULAR GRÁTIS