Regras básicas de inferência: modus ponens e modus tollens
Conheça as regras básicas de inferência lógica, como modus ponens e modus tollens. Aprenda a aplicá-las corretamente para tirar conclusões válidas a partir de premissas em exercícios e provas.
As regras de inferência são ferramentas que nos ajudam a tirar conclusões válidas a partir de premissas. Elas funcionam como caminhos seguros dentro da lógica. Duas das regras mais importantes — e muito cobradas em concursos — são o Modus Ponens e o Modus Tollens. Vamos entender cada uma delas de forma simples, com exemplos claros e explicações diretas.
1. Modus Ponens
Modus Ponens é uma expressão em latim que significa “modo de afirmar”. Essa regra nos permite concluir que algo é verdadeiro quando sabemos que:
- A primeira premissa é uma condicional (do tipo “Se A, então B”)
- E a segunda premissa afirma o antecedente (ou seja, afirma A)
Estrutura:
- Premissa 1: Se A, então B
- Premissa 2: A
- Conclusão: Logo, B
Exemplo:
- Premissa 1: Se chover, a rua vai ficar molhada.
- Premissa 2: Está chovendo.
- Conclusão: Logo, a rua vai ficar molhada.
Explicação: A primeira frase é uma condição. Se a condição se cumpre (está chovendo), então o resultado também acontece (a rua fica molhada). Isso é um uso correto do Modus Ponens.
2. Modus Tollens
Modus Tollens significa “modo de negar”. Essa regra permite concluir que uma afirmação é falsa com base na negação do consequente de uma condicional.
Estrutura:
- Premissa 1: Se A, então B
- Premissa 2: Não B
- Conclusão: Logo, não A
Exemplo:
- Premissa 1: Se Maria estudou, então ela passou na prova.
- Premissa 2: Maria não passou na prova.
- Conclusão: Logo, Maria não estudou.
Explicação: A única forma da frase “Se estudou, então passou” ser falsa é se Maria tiver estudado e não tiver passado. Mas como sabemos que ela não passou, a lógica diz que ela não estudou. Esse é o uso correto do Modus Tollens.
Atenção: quando essas regras não valem
Não se pode inverter as premissas ou tirar conclusões precipitadas. Por exemplo:
- Se A, então B. B aconteceu. Logo, A aconteceu?
Errado. Isso é uma falácia (erro de raciocínio). Só sabemos que se A acontecer, B acontece. Mas B pode acontecer por outros motivos.
Exemplo de erro:
- Se João estuda, ele passa.
- João passou.
- Conclusão: João estudou.
→ Incorreto! João pode ter passado por sorte ou por ter colado. Não podemos afirmar que ele estudou apenas porque ele passou.
Este artigo pertence ao Curso Raciocínio Lógico para Concursos
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