Verbos: regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes na comunicação em saúde
Aprenda sobre os diferentes tipos de verbos — regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes — e veja como o domínio verbal garante uma comunicação clara, precisa e ética na área da saúde.
Os verbos são palavras que indicam ações, estados, processos ou fenômenos. Eles estão entre os principais elementos da frase, pois geralmente funcionam como o núcleo do predicado.
No contexto gramatical, conhecer os tipos de verbos e suas flexões é essencial para acertar questões sobre conjugação, concordância e estrutura das orações.
Neste subtópico, vamos estudar cinco categorias específicas de verbos que aparecem frequentemente em provas de concurso: regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes.
1. Verbos regulares
São aqueles que mantêm o radical e seguem um padrão fixo de conjugação, conforme o modelo dos verbos terminados em -ar, -er ou -ir.
Exemplos:
- Amar → eu amo, tu amas, ele ama
- Vender → eu vendo, tu vendes, ele vende
- Partir → eu parto, tu partes, ele parte
Observação: o radical é a parte do verbo que não muda (am-, vend-, part-), e a terminação varia conforme o tempo verbal e a pessoa.
2. Verbos irregulares
Os verbos irregulares sofrem alterações no radical e/ou nas terminações, em certas conjugações. Essas mudanças quebram o padrão das conjugações regulares.
Exemplos:
- Fazer → eu faço, tu fazes, ele faz
- Poder → eu posso, tu podes, ele pode
- Trazer → eu trago, tu trazes, ele traz
Note que há modificações no radical: faz- (de fazer), poss- (de poder), trag- (de trazer).
3. Verbos anômalos
Os verbos anômalos apresentam alterações radicais intensas, ou seja, suas formas variam tanto que dificilmente se reconhece o radical original em algumas conjugações. Os principais verbos anômalos da Língua Portuguesa são:
- Ser → eu sou, tu és, ele é, nós somos, eles são
- Ir → eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos, eles vão
Observe que esses verbos têm formas bastante diferentes em cada tempo e pessoa, e suas variações não seguem nenhum padrão regular.
4. Verbos defectivos
Os verbos defectivos são aqueles que não apresentam conjugação completa, ou seja, não são conjugados em algumas pessoas, tempos ou modos. Isso ocorre geralmente por razões de eufonia (evitar sons desagradáveis ou difíceis de pronunciar) ou por natureza do verbo.
Exemplos:
- Colorir: raramente conjugado em algumas formas, como "eu coloro" (pouco usada)
- Abolir: não se conjuga na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo ("eu abolo" soa estranho)
- Falir: não é usado no presente do indicativo com algumas pessoas
Importante: mesmo que existam formas gramaticalmente possíveis, algumas caíram em desuso ou são evitadas por parecerem forçadas ou incorretas ao ouvido.
5. Verbos abundantes
Os verbos abundantes possuem mais de uma forma aceita para determinadas conjugações, principalmente no particípio (forma verbal usada com os verbos auxiliares ter, haver, ser e estar).
Essas formas podem ser:
- Particípio regular: termina em -ado ou -ido
- Particípio irregular: tem uma forma própria
Exemplos:
- Aceitar → aceitado (regular), aceito (irregular)
- Já tinha aceitado o convite.
- O convite foi aceito por todos.
- Entregar → entregado / entregue
- Ele havia entregado a carta.
- A carta foi entregue hoje.
Regra geral:
- Com os auxiliares ter e haver, usa-se o particípio regular: tinha entregado
- Com os auxiliares ser e estar, usa-se o particípio irregular: foi entregue
Este artigo pertence ao Curso Língua Portuguesa para Concursos Públicos
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